Eu contorno os corredores que me levariam até você. Evito as portas. Ignoro as placas. Mas seu sopro me alcança, um vendaval tomado pelas folhas secas do outono que preenchia a moradia dos nossos sentimentos me toca, e eu perco meu rumo. Fora de rumo eu não me reconheço. Alternando entre os mais adoráveis e os mais doentios desejos eu vou pisando e destruindo a linha que separa as más das boas ações.
- Aonde você quer chegar? – Eu repito para o reflexo na janela quando minha pupila volta ao seu tamanho normal. Mas e agora? O silêncio reina e me consome, e eu acendo outro cigarro antes de lembrar que nunca fumei. E, engulo mais uma grande dose de vodca sem gelo, antes de lembrar que odeio o gosto que ela tem.
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