E, como tudo - ou quase tudo - é de alguma forma válido; tenho um certo nojo do "poderia ter sido" e imensa admiração e apreço por toda e qualquer tentativa de melhoria que o ser humano se dispõe a fazer.
Tente mudar. Mude sua forma de pensar. Mude sua forma de ver. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Veja o mundo de outras perspectivas. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais cedo hoje. Durma mais tarde amanhã. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Leia uma história em quadrinhos. Leia Chico Buarque. Tente o novo todo dia. Se valorize. Valorize o outro. Ame. Ame ao próximo. Ame novamente. Compartilhe. A vida é uma só!
E, é por isso que, se existe algo que me encanta, é a capacidade que pouquíssimas pessoas possuem de ser altruísta. Me encanta talvez, por eu ter uma certa dificuldade em pensar em algo ou alguém antes de pensar no meu próprio bem. Ou talvez, pelo simples fato de que, hoje em dia, as pessoas não se importam mais com a coletividade. O individual reina sobre tudo e todos, e o botão do "FODA-SE" já está inserido no controle remoto particular de cada um de nós.
Seja lá qual for a explicação por tal admiração, acredito que dentre tantas razões pelas quais um ser humano altruísta deva ser valorizado e imitado, é o prazer que ele possui em compartilhar que o torna tão louvável. Para mim - e acredito que para muitos - compartilhar não é nada simples. Requer exercício diário de "desapego" e, principalmente, a arte de saber ceder. E isso não se relaciona apenas à uma específica área de nossas vidas. Na grande maioria dos momentos, temos a necessidade de saber compartilhar, valorizar, compreender e, acima de tudo, entender as diferenças existentes - qualidades e defeitos - pertencentes à cada um de nós. E isso não é tarefa fácil. Eu, por exemplo, conflituo permanentemente com isso.
Portanto, ao meu ver, é sempre nada menos que prodigiosa a capacidade que alguém possui de reconhecer seus próprios erros, aceitá-los e buscar corrigi-los. Ninguém é perfeito e todos nós somos passíveis de equívocos. Não importa a sua idade. Sempre que achar necessário - e ainda que não ache, mas que tenha a consciência de que é preciso - mude! Ninguém vai achar que você não possui personalidade ou que você é um 'joão/maria vai com as outras'. Mudança é esperteza, e a vida é dos espertos.
Somos socialmente irresponsáveis, individualmente apressados e quase sempre egoístas! Agimos como se fossemos totalmente incólumes à civilização letrada na qual estamos imersos. Quanto da vida perdemos simplesmente por deixar de olhar... Ou, ainda, por olhar e não ver? Mas está sempre tudo muito bem. Tudo certo! Sem ressentimentos ou culpa, por favor! Não, não mesmo! Ninguém tem nada a ver com isso. Inocentes, em pleno século XXI, eu sei, você sabe, nós sabemos: tudo de bom que é feito, provém de Deus, e o que de errado for, é mera culpa da tentação do Diabo. ;)
Please, wake up!