Alcançar e manter o equílíbrio não são atitudes conquistadas por força de hereditariedade: é algo que cultivamos em nossa maneira de viver. Sempre considerei a dificuldade que essa 'palavrinha' representa em minha vida. Adepta aos exageiros e apreciadora dos extremos típicos dos 'vinte e POUCOS anos', acredito que a genética tenha sim um papel importante nisso e, é claro, para algumas pessoas realmente parece ser bem mais fácil atingi-lo que para outras. Mas tirando o peso de papai e mamae das costas, penso que vim com uma distribuição errada de kilos, 'pesando' mais para um lado da balança que para o outro. É basicamente como diria Lispector: "sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando, e como você me vê passar."
Então digamos que dos 17 aos 25... isso seja aceitável. Acredito que apesar de para muitos a casa dos vinte parecer o tempo de infinitas possibilidades, em retrospecto, a mulher parece idealizar a maturidade dos quase 30 anos. É que o fim da adolescência e o início da fase adulta são inevitavelmente uma fase de transição difícil. Chega a hora de começar a levar as coisas a sério jogando fora as infantilidades.
A tão apreciada liberdade, agora alcançada, pode e certamente é um dos fatores responsáveis por tais excessos. Até a massa muscular e a densidade óssea atingem seu auge e o metabolismo parece funcionar como um forno de 'ultima geração'. É simples! O corpo começa a sentir a necessidade de se preparar - como uma espécie de 'programador' - para gerar uma vida, que a maioria das mulheres deseja ser de fato, ser responsabilizar.
Portanto, quando você acordar, e perceber que já é 'grande' o suficiente para dirigir a sua prórpia vida, lembre-se: não se deixe transformar em uma escultura, reaja sempre! Agora que pela primeira vez podemos fazer escolhas como um adulto, precisamos nos certificar de estarmos fazendo escolhas adultas. A regra que violamos, não são mais as regras impostas por nossos pais, passamos a ser o responsável pelas nossas atitudes. Funciona basicamente assim: 'quando você se liberta, passa a ser exatamente o que faz de si mesmo, pelas suas motivações pessoais, verdadeiras. Esta é sua vida, não deixe que outros ditem o que fazer dela. Escreva seus próprios atos e suas próprias falas, e perceberás que, mais valiosos que a aprovação de terceiros, são os seus próprios aplausos ao se fitar no reflexo do espelho'.