domingo, 24 de outubro de 2010

Estágios da vida!

Alcançar e manter o equílíbrio não são atitudes conquistadas por força de hereditariedade: é algo que cultivamos em nossa maneira de viver. Sempre considerei a dificuldade que essa 'palavrinha' representa em minha vida. Adepta aos exageiros e apreciadora dos extremos típicos dos 'vinte e POUCOS anos', acredito que a genética tenha sim um papel importante nisso e, é claro, para algumas pessoas realmente parece ser bem mais fácil atingi-lo que para outras. Mas tirando o peso de papai e mamae das costas, penso que vim com uma distribuição errada de kilos, 'pesando' mais para um lado da balança que para o outro. É basicamente como diria Lispector: "sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando, e como você me vê passar."

Então digamos que dos 17 aos 25... isso seja aceitável. Acredito que apesar de para muitos a casa dos vinte parecer o tempo de infinitas possibilidades, em retrospecto, a mulher parece idealizar a maturidade dos quase 30 anos. É que o fim da adolescência e o início da fase adulta são inevitavelmente uma fase de transição difícil. Chega a hora de começar a levar as coisas a sério jogando fora as infantilidades.

A tão apreciada liberdade, agora alcançada, pode e certamente é um dos fatores responsáveis por tais excessos. Até a massa muscular e a densidade óssea atingem seu auge e o metabolismo parece funcionar como um forno de 'ultima geração'. É simples! O corpo começa a sentir a necessidade de se preparar - como uma espécie de 'programador' - para gerar uma vida, que a maioria das mulheres deseja ser de fato, ser responsabilizar. 

Portanto, quando você acordar, e perceber que já é 'grande' o suficiente para dirigir a sua prórpia vida, lembre-se: não se deixe transformar em uma escultura, reaja sempre! Agora que pela primeira vez podemos fazer escolhas como um adulto, precisamos nos certificar de estarmos fazendo escolhas adultas. A regra que violamos, não são mais as regras impostas por nossos pais, passamos a ser o responsável pelas nossas atitudes. Funciona basicamente assim: 'quando você se liberta, passa a ser exatamente o que faz de si mesmo, pelas suas motivações pessoais, verdadeiras. Esta é sua vida, não deixe que outros ditem o que fazer dela. Escreva seus próprios atos e suas próprias falas, e perceberás que, mais valiosos que a aprovação de terceiros, são os seus próprios aplausos ao se fitar no reflexo do espelho'.  

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Necessidade de Aprendizagem.





Acredito que nada existe por acaso. Penso que tudo tem uma razão de ser, nada é por si só, tudo coexiste!
Entretando, existir e permanecer são coisas quase que antônimas. Enquanto existir requer um "motivo", permanecer exige um "esforço". Esforço individual, esforço coletivo. Não importa. Depende exclusivamente dos seres interessados na "sobrevivência da coisa".

Racionalidade x Sentimentalismo pode ser um paradoxo constante na vida das pessoas. Saber distinguir o momento ideal de usufruir mais de um e menos de outro é tarefa árdua. E, na grande maioria das vezes, pode parecer quase que impossível associar um ao outro.

Sei que toda boa mudança, além de válida, é necessária. Mas creio que quando nos deparamos com 'a mudança' de algo que está enraizado em nossa personalidade, muitos - assim como eu - temem que ao mudar, tornár-se-iam transparentes demais, e revelariam o código da sua mente. Pontanto, desejo que saibamos agir com sabedoria e que possamos entender que aprender com os erros dos outros, sem a necessidade de cometer o mesmo erro, além de mais simples, exige menos sofrimento e, caracteriza-se sim, como uma das melhores formas de aprendizagem.

E se, como diria um provérbio chinês,  "a sabedoria consiste em saber que se sabe o que sabe e saber que não se sabe o que não se sabe", possamos aprender o que realmente for necessário!

Um beijo grande.     

sábado, 18 de setembro de 2010

Podendo.

Em seu significado mais geral, a palavra 'poder' designa "a capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos". Tanto pode ser referida a indivíduos e a grupos humanos como a objetos ou a fenômenos naturais. Poder sobre o homem e o Poder sobre a natureza. Muitas vezes, o primeiro é condição do segundo e vice-versa.

Se considerármos a definição de Hobbes, em Leviatã, temos que "O Poder de um homem consiste nos meios de alcançar alguma aparente vantagem futura". Ou seja, que o Poder consiste na posse dos meios de satisfazer as necessidades humanas e na possibilidade de dispor livremente de tais meios.

Assim, o Poder é entendido como algo que se possui: como um objeto ou uma substância, por exemplo. Contudo, não existe Poder se não exitir, ao lado do indivíduo ou grupo que o exerce, outro indivíduo ou grupo que é induzido a comporta-se tal como aquele deseja. Sem dúvidas, e, principalmente nos dias atuais, o Poder pode ser exercido por meio de instrumentos ou coisas. Se possuo dinheiro, posso induzir alguém a adotar um certo comportamento que eu desejo, a troco de recompensa monetária. Mas, se me encontro só ou se o outro não está disposto ou interessado a comportar-se dessa forma por nenhuma soma de dinheiro, o meu Poder se desvanece.

Isso, ressalta o fato de que o meu poder não reside numa coisa, mas sim no fato de que existe um outro e de que este é levado, por alguma razão - e, por mim obiviamente - a comportar-se de acordo com os meus desejos. Esse Poder não é uma coisa ou a sua posse. É uma relação entre pessoas. Como fenômeno social, o Poder caracteriza-se, portanto, como uma relação entre os homens.

De qualquer forma, e levando em consideração todos os tipos de poderes existentes, tenho convicção de que, certamente, o tipo de Poder mais difícil de exercer é, sem duvidas, o poder sobre si mesmo. Quando você se liberta e passa a ser exatamente o reflexo daquilo que você faz,  percebe que bem mais valioso que a aprovação dos outros, é a possibilidade de aplaudir a sua imagem diante do espelho. Se dê esse luxo! Aplaudir a si próprio, quando merecido, fará toda a diferença nas decisões futuras. Você, apreciando o aplauso, certamente buscará o mesmo êxito next time ;) Confio plenamente, que por mais difícil que pareça, precisamos agir acreditando que, o 'Poder sobre si mesmo' é, não obstante os desejos, manter-se firme em seus propósitos.

(Fico por aqui, a observar o poder que uma noite de sábado, sozinha em casa, saudosamente pensativa, exerce sobre mim...)   

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A fact of life!


E, como tudo - ou quase tudo - é de alguma forma válido; tenho um certo nojo do "poderia ter sido" e imensa admiração e apreço por toda e qualquer tentativa de melhoria que o ser humano se dispõe a fazer.     

Tente mudar. Mude sua forma de pensar. Mude sua forma de ver. Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa. Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Veja o mundo de outras perspectivas. Viva outros romances. Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais cedo hoje. Durma mais tarde amanhã. Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua. Leia uma história em quadrinhos. Leia Chico Buarque. Tente o novo todo dia. Se valorize. Valorize o outro. Ame. Ame ao próximo. Ame novamente. Compartilhe. A vida é uma só!

E, é por isso que, se existe algo que me encanta, é a capacidade que pouquíssimas pessoas possuem de ser altruísta. Me encanta talvez, por eu ter uma certa dificuldade em pensar em algo ou alguém antes de pensar no meu próprio bem. Ou talvez,  pelo simples fato de que, hoje em dia, as pessoas não se importam mais com a coletividade. O individual reina sobre tudo e todos, e o botão do "FODA-SE" já está inserido no controle remoto particular de cada um de nós. 

Seja lá qual for a explicação por tal admiração, acredito que dentre tantas razões pelas quais um ser humano altruísta deva ser valorizado e imitado, é o prazer que ele possui em compartilhar que o torna tão louvável. Para mim - e acredito que para muitos - compartilhar não é nada simples. Requer exercício diário de "desapego" e, principalmente, a arte de saber ceder. E isso não se relaciona apenas à uma específica área de nossas vidas. Na grande maioria dos momentos, temos a necessidade de saber compartilhar, valorizar, compreender e, acima de tudo, entender as diferenças existentes - qualidades e defeitos - pertencentes à  cada um de nós. E isso não é tarefa fácil. Eu, por exemplo, conflituo permanentemente com isso.

Portanto, ao meu ver, é sempre nada menos que prodigiosa a capacidade que alguém possui de reconhecer seus próprios erros, aceitá-los e buscar corrigi-los. Ninguém é perfeito e todos nós somos passíveis de equívocos. Não importa a sua idade. Sempre que achar necessário - e ainda que não ache, mas que tenha a consciência de que é preciso - mude! Ninguém vai achar que você não possui personalidade ou que você é um 'joão/maria vai com as outras'. Mudança é esperteza, e a vida é dos espertos.  

Somos socialmente irresponsáveis, individualmente apressados e quase sempre egoístas! Agimos como se fossemos totalmente incólumes à civilização letrada na qual estamos imersos. Quanto da vida perdemos simplesmente por deixar de olhar... Ou, ainda, por olhar e não ver? Mas está sempre tudo muito bem. Tudo certo! Sem ressentimentos ou culpa, por favor! Não, não mesmo! Ninguém tem nada a ver com isso. Inocentes, em pleno século XXI, eu sei, você sabe, nós sabemos: tudo de bom que é feito, provém de Deus, e o que de errado for, é mera culpa da tentação do Diabo. ;)

Please, wake up!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Satisfação sem explicação.


Well... eu nunca entendi muito bem disso aqui, e antes que conhecesse algumas - e, by the way, pouquíssimas - pessoas as quais utilizam de mais esse mecanismo virtual, e o usufruem de uma forma bem interessante, eu jamais pensei em criar um.

Meses atrás, até cheguei a ter uma certa frequência como 'visitante' de um certo blog. Um amigo, o qual tenho um certo 'apreço' pela sua maneira de escrever, me apresentou o seu e, sempre que podia, eu gostava de tentar interpretar seus textos - confesso: nunca me fora tarefa fácil. Mas ler e escrever é como um hobby pra mim e, talvez tenha sido a mania que ele tinha de dizer que 'eu nao me qualifico como uma pessoa que gosta do que é simples' que eu tenha passado algumas boas vezes pelo blog dele.

Anyways, foi uma outra pessoa, a qual hoje tenho profunda admiração, que me incentivou à criação deste. Ela não me conhece muito ainda, porém o suficiente pra achar que eu deva ter um. E eu, como uma boa e obediente admiradora do seu trabalho, de sua personalidade, de sua inteligência e sabedoria, aqui estou. Enfim, tá mais que visível que meu blog é um baby e, totalmente cru, será necessário boas horas para além de aprender a manusear, torná-lo 'um blog de verdade' e criar uma certa 'imagem da minha personalidade'. Sim, se for possível, ele certamente terá fundo rosa. Rss =)

Portanto, não sei quem vai ler isso aqui, nem tampouco se haverá comentários. Porém, como nem tudo na vida precisa agradar a todos, ou fazer sentido, escreverei aqui algumas de minhas preferidas idéias e opiniões e, at least, poderei ler sempre que achar necessário, e certamente entender um pouco mais do meu eu e da minha forma de enxergar o mundo.

Esse será, acredito eu, um dos maiores posts - ou nao haha - já que ele possui toda uma parte introdutória e 'o post em si'. Quero deixar claro que eu não sou escritora, que eu 'viajo' muitas vezes e em outras, escrevo coisas sem nexo. Que eu não tenho a intenção de agradar ninguém. Será basicamente apenas mais uma forma de me expressar.  Portanto, obviamente, muitos encontrarão inúmeras idéias, pensamentos e opiniões divergentes das suas. Peço desculpas antecipadamente, mas eu nunca aprendi a aceitar algo simplesmente porque a maioria gosta ou acha certo e, infelizmente eu não sei ser tão legal assim. Ah... e com certeza o melhor de tudo: se eu cansar, eu posso desativar e as 'palavras' continuarão a existir... Diferentemente de muitos rabiscos em papéis, que foram rapidamente rasgados e esquecidos. ;) Feel free to enjoy it whenever u want to, hopefully we have so much fun! =) 

Pra começar, vou tentar ser o mais original e fiel a mim mesma possível. Assim sendo, vou continuar um parágrafo que comecei de uma forma engraçada. Não vou me 'esticar' muito. Pra primeiro post, já está bem grandinho rss ;)
Verdade: alguns momentos na vida são únicos realmente. Eis que eu, depois de uma belo jantar, ambiente maravilhoso, 'encantadoras pessoas', peixe grelhado, legumes ao vapor, brut e muito papo, vou embora e, quando supostamente seria a hora de ir para cama, após uma breve leitura de algumas poucas páginas do maravilhoso "O Homem Mediocre" digo: "Tem um papel e uma caneta ai? Por favor, preciso escrever uma coisa aqui rapidinho. Se não, eu esqueço e nunca mais vou consegui escrever o que quero dizer agora". Sim. Teve o papel, a caneta, a loucura, então eu escrevi e é mais ou menos assim:

Aprendi com Exupéry, numa paixão que tenho desde criança pelo encantador 'Pequeno Príncipe', que "você se tornará eternamente responsável por aquilo que cativas". Nada fã de rotina, adoro a idéia de que as pessoas podem ser cativadas dia-a-dia. Isso porque, ser cativado significa que a cada dia uma maneira nova de conquista e de demonstração de carinho surgirá, e nunca se tornará monotonia.  
Não importa se você busca uma coisa casual. Se você cultiva e alimenta um sentimento maior que isso, cuidado! Atitudes dizem muito mais que palavras. Se você está cativando algo, você se torna responsável por isso quer você queira ou não. Não adianta querer dizer que disse isso ou aquilo. Sem lição de moral, assuma a responsabilidade pelos seus atos and that's it.
Ah, tudo bem. Você não disse nada. Simplesmente deixou 'por não dizer' e não tem culpa do que o outro 'fantasiou'. Concordo: você não é o responsável por tudo. Mas entenda, ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Permanecer apaixonado é um esforço diário e ninguém se desapaixona por acaso, é uma escolha. Portanto, não ignore a capacidade que o outro tem de escolher, ainda que isso exija um esforço enorme. Você poderá não gostar da escolha feita, na qual você teve enorme e especiálíssima participação.
Não ache que você seja super legal ou a melhor pessoa do mundo por não falar algumas coisas com receio de magoar. Preste atenção: sinceridade é necessidade e omissão não muda a realidade. Você está bem mais pretencioso a ser classificado como uma pessoa desprovida de inteligência que uma pessoa legal. Ao menos que tenha vindo de fábrica com uma certa dificuldade em interpretar fatos, ninguém necessariamente precisa FALAR, pra ser entendido. A emoção é maravilhosa. Os sentimentos são lindos, gostosos! Ah, eu sei bem disso! Mas que seja lembrado sempre: a razão é na grande maioria das vezes necessária, utilize-a!
 
 
Um beijo carinhoso.